
Tática jurídica para a reorganização de empresas em cenários críticos
Assessoramos na reorganização de passivos e na preservação da continuidade de negócios e relações comerciais, impedindo que a operação se torne inviável.
Atuando pela empresa em crise, em processos de recuperação judicial e extrajudicial, gerenciamos cenários críticos onde dinheiro, patrimônio e continuidade empresarial estão em risco.
Do lado dos credores e investidores, buscamos a obtenção do reconhecimento de créditos devidos e adotamos estratégias para a negociação de melhores condições de pagamento em planos de recuperação.
Vocês atuam pelos credores ou pela empresa devedora?
Atuamos em ambas as frentes. Pelo lado da empresa devedora, conduzimos processos de recuperação judicial e extrajudicial, com foco na reorganização de passivos e na preservação da continuidade do negócio. Pelo lado de credores e investidores, buscamos o reconhecimento de créditos devidos e adotamos estratégias para negociar melhores condições de pagamento em planos de recuperação. Essa dupla perspectiva nos permite entender as motivações e as limitações de cada parte, o que fortalece a construção de soluções equilibradas e viáveis para todos os envolvidos.
A racionalidade desta atuação ambivalente é a expertise em negociação complexa. Ao conhecer as estratégias que as devedoras utilizam para protelar pagamentos, somos mais eficazes na defesa dos credores. Ao entender as exigências dos credores, conseguimos estruturar planos de recuperação para devedoras que tenham maior probabilidade de aprovação em assembleia geral, evitando o encerramento das atividades da empresa.
Como é feita a negociação com credores em uma recuperação judicial? Vocês participam das negociações ou apenas dão suporte jurídico?
Nossa atuação vai além do suporte jurídico formal. Participamos ativamente das negociações com credores, trabalhando lado a lado com a empresa na construção do plano de recuperação. Isso envolve mapeamento de credores, classificação de créditos, estruturação de propostas de pagamento, reuniões de negociação e mediação de divergências. O trabalho jurídico e o trabalho negocial são conduzidos de forma integrada, pois entendemos que o sucesso de uma recuperação depende tanto da solidez técnica do plano quanto da capacidade de construir consenso com os credores. Atuamos em todas as fases do processo, desde a preparação até a homologação e o cumprimento do plano.
A falha em negociar previamente com os principais credores (especialmente bancos e fornecedores estratégicos) pode levar à rejeição do plano e à falência imediata. A consequência de uma postura passiva na negociação é a imposição de condições pelo tribunal ou pelos credores que podem tornar o plano inexequível.
A lógica aplicada é a da viabilidade econômica. Um plano de recuperação não é apenas um documento jurídico, mas um novo modelo de negócio. Nossa participação nas negociações visa garantir que as cláusulas jurídicas reflitam a realidade do fluxo de caixa da empresa, criando um ambiente de confiança onde os credores percebam que receberão mais através da recuperação do que receberiam em uma eventual falência.
O escritório realiza uma avaliação de riscos antes de recomendar o ajuizamento de recuperação judicial ou extrajudicial?
Sim, e essa avaliação é etapa fundamental do processo. Antes de recomendar qualquer medida, realizamos um diagnóstico completo da situação econômico-financeira da empresa, do perfil de seus passivos, da composição do quadro de credores e dos riscos específicos da via escolhida. Esse mapeamento considera, entre outros fatores, a viabilidade de continuidade do negócio, a probabilidade de aprovação do plano, eventuais litígios preexistentes e o impacto sobre contratos em andamento. Só após essa análise é que recomendamos a estratégia mais adequada — seja recuperação judicial, extrajudicial ou até mesmo uma solução alternativa de reestruturação.
A racionalidade desta análise prévia é evitar o “estigma da falência” para empresas que ainda podem resolver seus problemas via renegociação. Nossa avaliação de riscos protege o patrimônio dos sócios e garante que, se a via judicial for escolhida, a empresa entre no processo com chances reais de êxito.